CRUCIFICADO

Sinto que a ferida
está cheia de pus

não tenho coragem
me escondo em um capuz

tudo é turvo, escuro e nojento
sempre está faltando luz

procuro uma mulher para trepar
e uma aidética me seduz

o vírus em meu corpo se espalha
ele esta fazendo jús

espero a hora de morrer
e quero que seja em uma cruz

bem ao lado de Jesus
e só assim me sinto igual

pois nós três
estamos nús.

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 11 comentários para esta postagem
  1. Therezinha M. da Silva 19 de setembro de 2011 22:43

    Scot Vous avez raison quand vous dites que mon ami, écrit avec le cœur et plein de sens. Je suis content que vous avez aussi remarqué cela

  2. Anchieta Rolim 19 de setembro de 2011 21:55

    Scott Fontaine, merci beaucoup!

  3. Scott Fontaine 19 de setembro de 2011 19:31

    Un poème écrit avec l’âme, un poème venu du coeur.
    Fort, prenant, lourd de sens.
    Merci de m’avoir fait connaître ces vers qui s’accordent avec ma pensée.

  4. Anchieta Rolim 19 de setembro de 2011 10:54

    Grande Nizia Montecinos, valeu amiguinha e tenha certeza que é forte mesmo. Uma xerinho!!!

  5. Anchieta Rolim 19 de setembro de 2011 10:53

    Terezinha, muito obrigado pelo comentário e você com sua capacidade de interpretação foi justamento onde eu queria que o leitor fosse: dentro do poema. Obigado e um bom dia!

  6. Nizia Montecinos 18 de setembro de 2011 20:22

    Forte!

  7. Therezinha M. da Silva 18 de setembro de 2011 16:59

    Meu caro Rolim, sua poesia se traduz em uma obra de arte. Tal a sutileza utilizada em seu jogo de palavras. Hoje nos sentimos nus, tamanha é a solidão que habita dentro de nós. A podridão circulante em nossa sociedade hoje não é menos do que o vírus purulento da peste que assolava a sociedade na época de Jesus. Os meios utilizados podiam ser diferentes, mas, os objetivos continuam os mesmos: o poder pelo poder. Essa é a nossa condição humana. Um grande abraço!

  8. Anchieta Rolim 18 de setembro de 2011 10:38

    Na condição humana. Nós achamos que somos superiores mas na realidade não somos porra nenhuma meu amigo. Uma abraço e mais uma vez obrigado pelo seu precioso comentário.

  9. O Marquês de Pindorama 17 de setembro de 2011 18:50

    Interessante…

    agora diga-me

    Qual foi a inspiração para este?

  10. Anchieta Rolim 17 de setembro de 2011 16:30

    Valeu Olavo, poeta é você meu irmão…um abração!

  11. olavosaldanha 16 de setembro de 2011 18:05

    PARA O POETA MALDITO

    É UMA CIDADE DE COXOS E CEGOS
    É UM TREMER DE NERVOS SEM FIM
    É ENGOLIR UMA CAIXA DE PREGOS
    OS SARCÁSTICOS VERSOS DE ROLIM.

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