CRUELDADES

a crueldade das touradas

salta aos olhos em silêncio

correr correr para nada

espetado espetado

panos que atraem e enganam

elegância de quem mata

morte espetacular

sem escapatória

por vezes compartilhada

carne doada a pobres

que ganham salário mínimo

denunciar as touradas

inclusive onde não há

nomear uns inspetores

que impeçam a prática

concurso direitos todos

salário mínimo

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. Marcos Silva 11 de outubro de 2011 12:22

    Jarbas:

    Abraços, abraços.

  2. Jarbas Martins 11 de outubro de 2011 11:17

    denunciar as touradas/ inclusive onde não há –

    estes dois versos, Marcos, para mim, valem por todo o poema.#marcosilvaépoeta

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