Cultura jornalística sem diploma obrigatório

Caros amigos:

Sou historiador, profissão não-regulamentada. Num mundo ideal, isso seria ótimo: qualquer pessoa que quiser escrever sobre história pode fazê-lo (grandes historiadores brasleiros não fizeram cursos universitários na área). No mundo real, existem áreas regulamentadas que invadem alegremente o campo do conhecimento histórico.

No caso da Literatura, ninguém é obrigado a ter diploma de Letras para escrever romances ou poemas. Mas estudar Letras (na universidade, na rua ou em casa) faz muito bem para qualquer candidato a escritor.

Acompanhei debates sobre a falta de exigência de diploma para jornalistas, agora consolidada. Num mundo ideal, isto seria ótimo: qualquer pessoa que quiser escrever nos jornais pode fazê-lo. No mundo real, sabemos que certas pessoas terão acesso à profissão, outras não.

No mundo real, observamos que diplomas são exigidos, hoje em dia, para ser vendedor em shopping. E que além das graduações, cada vez mais profissões exigem pós-graduações.

Agora que o diploma não é obrigatório para os jornalistas, precisaremos refletir ainda mais sobre a cultura jornalística. Suponho que os cursos superiores da área não fecharão. Suponho que o debate teórico sobre jornalismo terá continuidade.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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