Culturas em Natal

Amigos:

O texto de Sandro Fortunato é importante. Requer, todavia, alguns contrapontos até retrospectivos.
1) Cultura não é só o que vem da política governamental. Natal e RN têm Cultura, até Alta Cultura: como designar Câmara Cascudo, Luís Carlos Guimarães, Newton Navarro, Zila Mamede?
2) Política governamental de Cultura é importante, sim, nada tem de favor. Pagamos por ela, temos direito a ela, Cultura faz parte da cidadania.
3) Já houve políticas culturais públicas importantes em Natal e no RN. Para citar dois governantes tão diferentes, apesar do sobrenome em comum: Alberto Maranhão e Djalma Maranhão editaram, construíram, promoveram…
4) Conquistas culturais têm sido destruídas por novos governos em nossa cidade e em nosso estado com uma ligeireza assustadora. Derrubaram a Galeria de Arte e a Concha Acústica, suspenderam as edições de O Galo, Preá e Brouhaha…
5) Mantemos insuficientes ou incompletas algumas conquistas: O Teatro Alberto Maranhão, tão bonito, não tem fosso para orquestra que permita a adequada apresentação de ópera e balé – ou construíram o fosso recentemente e eu não fiquei sabendo? A Biblioteca Câmara Cascudo, apesar do nome ilustre, tem instalações inadmissíveis e acervo digno de uma biblioteca de escola de ensino médio, quando muito.
Essas coisas não mudarão por Obra e Graça do Espírito Santo: ele é muito ocupado, a responsabilidade é nossa mesmo – propondo, protestando, elegendo gente melhor.
Abraços esperançosos – porque a esperança, até agonizante, é a última a morrer:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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