Curta retrata pressa cotidiana

Fiquei curioso em assistir ao curta-metragem brasileiro Do Visível ao Invisível. O curta, dirigido pelo mestre português Manoel de Oliveira, do alto dos seus 100 anos, foi escolhido como filme de abertura do 65º Festival de Veneza, em 27 de agosto. Do Visível ao Invisível faz parte do longa-metragem Mundo Invisível, projeto em construção partiu de uma idéia original de Serginho Groisman sobre situações de invisibilidade no mundo atual.

O argumento e o roteiro do curta foram originalmente escritos pelo próprio Manoel de Oliveira. O filme trata com ironia e fino humor do reencontro surpreendente de dois amigos, Ricardo e Leon, na avenida Paulista, coração de São Paulo. Um é português, de passagem pelo Brasil, e o outro é brasileiro. Eles tentam conversar, mas ora o celular de um, ora o do outro, toca, impedindo a conversa de se completar. Finalmente, eles decidem telefonar um ao outro para poder se comunicar. Falam da vida, da ética, do amor, da amizade e dos tempos que correm, cercados pelo ritmo incessante da cidade, com seus automóveis e pessoas que não podem parar.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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