Da animação à realidade

O que acontece quando os personagens clássicos das animações de Walt Disney se transportam, à realidade cinza do cotidiano de uma grande cidade como Nova Iorque? O cenário já foi contado no filme Encantada (2007) – um delicioso e moderno conto de fadas voltado ao público infantil. Mas nada como um espetáculo de dança clássica, adaptado a partir da linguagem cinematográfica para embelezar o palco do Teatro Alberto Maranhão com apresentação livre, aberta a crianças e adultos.

Encantada é o nome do 13º espetáculo apresentado pelo Studio Corpo de Baile no mês de novembro como encerramento de suas atividades anuais. Será mais uma vez no TAM, em sessões de quinta a domingo. Na quinta e sexta-feira, sessão única às 19h30. No sábado e domingo, sessões duplas, também às 16h30. Serão mais de 350 bailarinos no palco. Todos eles das companhias da Escola: a Domínio Cia de Dança, o Grupo Clássico, a Trupe de Sapateado, mais as alunas da Escola e mães convidadas.

O enredo conta a estória de Gisele, uma bela princesa banida do mundo mágico e musical por uma rainha malvada até a Nova Yorque dos dias atuais. Logo ela recebe ajuda de Robert, um advogado divorciado por quem se apaixona. Só que Gisele está prometida em casamento para o príncipe Edwart, que decide também deixar o mundo mágico para reencontrar sua amada.

A direção geral do espetáculo é de Anna Thereza Miranda, com roteiro e adaptação de Rubens Barbosa e Charles Sales. Este ano, a apresentação conta com a colaboração do professor e coreógrafo Roosevelt Pimenta, com trabalho concebido especialmente para a abertura. Segundo o roteirista Rubens Barbosa, o espetáculo é moderno e essencialmente musical, com músicas atuais (de Madonna a Frank Sinatra). “É o resultado de um trabalho grandioso, pensado durante meses”, conclui a diretora Anna Thereza.

* Matéria publicada hoje no Diário de Natal

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

Comments

Be the first to comment on this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP