Da entrevista com Rodrigo Bico e ainda o Prêmio Hangar

O título resume os posts mais visualizados semana passada neste Substantivo. E queria acrescentar algumas observações, embora o assunto tenha esfriado.

Da entrevista com o ator e militante petista Rodrigo Bico, me surpreendeu suas respostas. Gostei da postura e, ao contrário da crítica de alguns, achei espontâneo ele adiantar possíveis nomes de sua gestão. Ou por outra interpretação, até sugerir tais nomes a quem ocupar o cargo. Talvez minha construção da abertura da entrevista tenha reforçado uma “equipe” já montada por ele. Mas não.

Se tenho alguma crítica à entrevista é a do perfil “técnico-político” do staff sugerido por Bico. São todos petistas! Por mais competentes que realmente sejam, são todos alinhavados à esquerda. O que deixa temerário, realmente, a opinião de Paulo Jorge Dumaresq, neste SP, de que a última gestão petista na cultura excluiu os contrários ao partido.

Quanto ao Hangar, queria ressaltar, tão somente, o visível esforço do idealizador do Prêmio, Marcelo Veni, em ver o evento bem produzido. Ano passado foi tudo muito bem feito. E pelas fotos desse ano, o cenário ficou bem bacana, a ideia de reviver a aura do “Velho Guerreiro”, as homenagens. Tudo muito bem construído. E imagino, muito trabalhoso. Por isso compreendo perfeitamente a dificuldade em aceitar críticas após tanto suor e boas intenções.

Só reitero minha crítica à dinamicidade da solenidade e aos critérios de premiações. Que tal o cerimonialista, de início, agradecer aos patrocinadores, levantar a bola da Cosern, “a empresa que mais acredita na cultura…” blablabla e subtrair o tempo de discursos de “otoridades”, geralmente enfadonhas e sem nenhum interesse à plateia?

Que tal a festa em uma sexta ou sábado? Que tal retirar premiações de Hip Hop, melhor MC e até Hip Hop Nordeste para encurtar mais o tempo? Ou que se premie melhor banda de Reggae, de Forró, de Carimbó. Que tal menos homenagens e premiações a artistas nacionais ou regionais?

Com o tempo encurtado o público assistiria vislumbrado duas horas de festa. E até pensei em uma parceria com a InterTVCabugi ou outra emissora local interessada em transmitir ao vivo o evento. Seria um incentivo fantástico ao Prêmio, aos patrocinadores e, sobretudo, à música potiguar. Acho que a emissora também ganharia simpatizantes, como é evidente com a FM Universitária. De certo teria audiência.

Algumas pessoas culparam o pouco público à distribuição do ingresso, com muitos acompanhantes. Mas ano passado foi assim e tinha gente do lado de fora querendo entrar no teatro já lotado. Então não foi isso e evidente que a produção precisa analisar o fato com cuidado.

Enfim, são apenas sugestões para ver o melhor do Prêmio próximo ano. E que as emissoras de TV abram o olho para esse filão. A transmissão não só de um Prêmio Hangar, como de outros eventos de forte apelo popular e artístico preencheria uma lacuna escancarada desde sempre. É o momento de “chegar junto”.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Rodrigo Bico 25 de novembro de 2014 1:16

    Pô Sergio Vilar, citei apenas berg, buihú, venâncio e mary land como petistas. Tati fernandes, josenilton, rafael duarte e mais 4 pessoas da atual gestão não são filiados ao PT…

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