Da genialidade incompreendida

Li agora a pouco uma carta interessantíssima, escrita de uma mãe para seu filho de 17 anos, no século 19. Ao final, estão os nomes. Talvez alguns se identifiquem com algumas passagens. Outros podem achar estúpidos a mãe, o filho ou ambos. Eis as palavras:

“(…) Conheço você, (…) é uma pessoa irritante e agressiva, acho muito difícil conviver com você. Todas as suas qualidades ficam comprometidas por ser tão inteligente e deixam de ter utilidade no mundo. (…) você acha defeitos em tudo e em todos, menos em si mesmo. (…) e assim exaspera os que estão perto – ninguém quer ser melhorado ou ilustrado à força, muito menos pela pessoa insignificante que você continua sendo. Ninguém agüenta também ser criticado por quem mostra uma tal fraqueza, principalmente em sua insistência em garantir, em tom de oráculo, que as coisas são de determinada forma, sem sequer desconfiar que pode estar errado. Se você não fosse assim, seria apenas ridículo, mas sendo como é, se torna muito desagradável.”

Da escritora Johanna Schopenhauer para seu filho, o então estudante e futuro gênio Arthur Schopenhauer.

Apenas uma observação: o amigo leitor quer ser melhorado ou “ilustrado”?

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