Da “indiscrição” de Nei Leandro

Poema escrito de improviso por Nei Leandro de Castro durante um debate no Dia da Poesia, em março. O garoto maroto entregou à poeta Jânia Souza, que também integrava a mesa. Eu estava na plateia para ver e escrever a matéria pro DN. Quando ouvi a poesia, copiei e coloquei no texto. Semana passada, quando fui à casa dele, comentei do episódio. Ele riu e disse, em tom de pilhéria: “E foi publicado? Mas rapaz, que indiscrição”.

Neste dia
dedicado à poesia
eu quero dizer versos
quase perversos
aos teus ouvidos
na planície da cama.
Não, não importa
se não me amas.
Mas se tiveres ternura
meu amor se inflama.

(Nei Leandro de Castro)

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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