Da injustiça com Dudé

Dudé é aquele típico artista esquecido. Antes a injustiça com ele recaísse apenas na confusão que o deixou preso por dois anos na João Chaves. O show dele ontem no Teatro de Cultura Popular foi muito bom. Não tinha 30 pessoas. Acredito que mais da metade era da família.

O compositor contou muitas histórias, a maioria de muita luta, com aquele jeito tímido e as reminiscências de menino matuto de Caraúbas. No meio de tudo isso, as composições que escreveu para cada momento, algumas de muita poesia e que mereciam melhor reconhecimento.

As duas poesias de Deífilo Gurgel – Pilão e Enchente – musicadas por Dudé ficaram sensacionais. E geralmente não cai bem essa história de musicar poesia. Guardo comigo o Cd com as músicas de Drummond musicadas por Belchior e acho que a melodia não valorizou a obra de Drummond.

Os jornais até fizeram sua parte e divulgaram o show. A senha estava num preço razoável, a 10 reais (inteira). O local é convidativo, aconchegante, ideal para um show intimista. Não choveu. Desconfio que o público de Dudé não seja o mesmo do sertanejo Leonardo. Enfim, o que faltou?

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