Da querência de escrever

Ao ler hoje a Cena Urbana de Serejo senti uma cutilada no estômago. O cronista-mor deste Rio Grande de Poty escreveu sobre a arte e o ofício de escrever. O leitor mais atento e costumeiro deste espaço percebeu o hiato desde a minha última crônica. É que a selvageria dos dias tem me roubado lascas de tempo; as únicas que dispunha. Antes pudesse viver do ofício e afirmar de pronto como Clarice Lispector: “Escrevo porque respiro”. Ou mesmo o bom Serejo, na singela aptidão de “trocar palavras por margarina, feijão e pão”. Tenho trabalhado os três turnos em ritmo incessante. Bem sei dos tempos frios e dos ventos alísios que se aproximam para o refresco de agosto. Não me foge a imaginação uma Santa Rita parnasiana, sobretudo nestes tempos. É lá onde meus pensamentos vagueiam em gostosa ilusão de conforto.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

Comments

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  1. Ana Paula Costa 29 de Julho de 2008 13:01

    É verdade Sérgio, tá na hora de dar um tempo no trabalho e tacar uma daquelas suas crônicas inspiradas pelos mares de Santa Rita que a galera já tá com saudades….
    Bj

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