Dácio Galvão lança novo livro

Poeta, escritor e gestor cultural Dácio Galvão lança, nesta quinta-feira (10), um panorama construtivo de sua escrita poética. É “Poética Geral”, sexto livro da produção literária que chega um ano depois do livro-ensaio “Câmara Cascudo, Um livro no inferno da biblioteca”, no qual analisou a experiência do etnógrafo no campo da poesia.

Agora, Dácio retrabalha seus próprios textos poéticos, escritos entre os anos 1991 e 2020, e traz novas referências filosóficas, afetivas, das tradições intelectuais às vanguardas — incluindo o poeta Câmara Cascudo.

O lançamento presencial será a partir das 17h30 no Café São Braz (Av. Campos Sales, 692a). A sessão de autógrafos ocorrerá no deck ao ar livre. Para quem não puder estar presente, haverá sistema drive-thru para compra do livro. O uso de máscara será obrigatório e no local haverá aferição de temperatura, disponibilização de álcool 70° e tapete sanitizante.

Movimentos

Antonio Cícero assina prefácio

“Poética Geral” é uma jornada de poemas imagéticos, versos ilustrados organizados em seis fases que o autor chamou de “movimentos”, unindo tudo que forma a linguagem essencial de sua produção. 

O livro tem prefácio assinado por Antonio Cícero, poeta, compositor, crítico literário, membro da Academia Brasileira de Letras e jurado da mais recente edição do Prêmio Camões de Literatura. É Cicero quem analisa cada movimento inserido nessa trajetória de “Poética Geral”:

“…O primeiro movimento constitui o “Escopo Épico” do poema; parece ter o sentido de esculpir ou captar a beleza e o drama do Rio Grande do Norte, e do Brasil como todo. O segundo movimento seria seu “Trajeto Visual”, citando referências como Marcel Duchamp, James Joyce, Augusto de Campos, Julio Plaza e Guimarães Rosa, entre outros. O terceiro movimento – o mais breve – é o dos “Poemas da Província Emersa”, de onde saltam cenas do Rio Grande do Norte…”

Visuais

As ilustrações também se destacam nos textos linguísticos-visuais de Dácio. O autor buscou dar potência ao diálogo palavra e imagem localizando desde as gravuras rupestres de 5 a 10 mil anos do sertão do Seridó, até fisionomias ortodoxas cosmopolitas da poesia concreta.

O livro tem prefácio assinado por Antonio Cícero

Há imagens rupestres extraídas do livro Resquícios de uma Civilização Antiquíssima, de José Azevedo Dantas, Ferros de Ribeira do Seridó, aos desenhos do poeta potiguar J. Medeiros, assim como o Ovo de Ema, de Oswaldo Lamartine, e os desenhos caligráficos de Câmara Cascudo originais do manuscrito de Shimmy, o poema de 1925.

Dácio Galvão também publicou “Blues Repartido”, “Palavras, Palavras, Palavras”, “Da Poesia ao Poema”, além dos Cd’s-livros “Poemúsicas1” e “Poemúsicas2” e ainda inédito mas em fase de finalização, o “Poemúsicas 3”. 

Durante a pandemia, Dácio Galvão lançou “Porto do Madeiro”, um retorno às origens na arte do vídeo experimental em parceria com Cid Campos, Lucila Meirelles e Augusto Calçada.

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