Das coisas boas e gratuitas

Sobre o texto do “Goiamum Cultural” e os elogios que fiz ao trabalho do prefeito Carlos Eduardo para a cultura local, com programas e projetos variados de janeiro a janeiro, o leitor Marcelo Pegado afirmou: “E quem, além da ‘panela’, desfruta desses programas e projetos? Não acredito que essas iniciativas surtam efeito. É tudo muito ‘viciado’!”.

Discordo, Marcelo. Minha opinião pode ser equivocada, mas o que tenho visto são projetos gratuitos e abertos. A citar o Som da Mata, todos os domingos, no Parque das Dunas; a competição musical do MPBeco; tem o Cineclube Natal; o próprio Goiamum Audiovisual, o Festival de Cinema de Natal; os projetos Dançarte e Pixinguinha; o Sexta da Viola; Nação Potiguar e outros muitos motivados pela Lei de Incentivo À Cultura Djalma Maranhão.

Somente a programação do Natal em Natal, com início próximo, inclui um Encontro Natalense de Escritores, com entrada gratuita e nomes de peso da literatura local e nacional, além de shows musicais de qualidade; o Auto de Natal – um espetáculo teatral ao ar livre grandioso; shows musicais gratuitos no Anfiteatro da UFRN e celebrações do Dia de Reis com procissões, quermesses e apresentações folclóricas.

No entanto, o que se nota é a pouca participação dos ditos agentes culturais, artistas e espécies semelhantes. Num encontro promovido pelo Itaú Cultural, no fim do primeiro semestre deste ano, contei 13 músicos no auditório da Funcarte. O organizador do encontro afirmou-me que a média é de 100 em outros estados. Nas recentes reuniões das câmaras setoriais da Fundação José Augusto, para discutir políticas públicas, soube que a freqüência foi muito abaixo da média, com exceção do setor de Livro e Leitura.

Assim, a panela vai ser sempre panela; nunca um imenso caldeirão cultural. Falta união, engajamento e vontade entre a classe artística. É o que me parece. Reclamar não transforma. Gritos solitários ou de uma claquete desunida são zunidos pifeis para um objetivo maior de promoção organizada e direcionada de cultura. É o que penso.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

Comments

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  1. Gabi 16 de Outubro de 2007 9:06

    Por onde você anda Serginho?

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