Das mesas literárias de ontem

Gostei das mesas literárias que assisti ontem. E ficou comprovada minha tese de que duas ou três pessoas ao máximo por debate torna a coisa mais dinâmica. Foi assim ontem com Ronaldo Correia de Brito e Rubens Figueiredo, mediado por Humberto Hermenegildo. Também com Vicente Serejo e João Paulo Cuenca. E depois, com uma aula espetacular de música com José Miguel Wisnik, acompanhada da performance de Vânia Bastos e Gereba, em diferentes momentos. Wisnik comentava da contribuição de Vinícius de Moraes na música e acho que valorizou muito mais Tom Jobim do que o próprio poetinha. Mas foi sensacional a aula, a maneira de conduzir o papo e os números musicais. Não assisti a primeira mesa, com Woden Madruga e companhia porque entrevistava Cuenca no camarim. Noite de público razoável na tenda.

Da mesa que participei pela manhã, na programação da UCCLA com os literatos de língua portuguesa, quero deixar minha indignação pela falta de senso de alguns convidados, por mais bem intencionados que estejam. Os dois escritores moçambicanos convidados – Germano Almeida e Antonio Fonseca – leram para mais de 12 páginas de texto. Ressalte-se a dificuldade de se entender o português de lá. Foram longuíssimos minutos enfadonhos para uma mesa que tratava de Humor e Literatura. Para compensar, o humorista e cronista português Ricardo Pereira deu uma aula sobre o assunto. Nossa poeta e jornalista Michelle Ferret também mandou ver, com ótimas observações. Pena o atraso de quase duas horas ter afastado o público de quatro escolas cheias de estudantes. Restaram poucas pessoas na plateia. Mas valeu.

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