De François Silvestre

De François Silvestre a respeito das críticas de Franklin Jorge às suas observações durante um debate a respeito do cangaço, no Festival de Martins. As palavras de Franklin Jorge vão mais abaixo.

“Não sei o que é mais grave. Uma tese equivocada ou uma notícia inverídica. O senhor Franklin Jorge faltou com a verdade quando disse que eu fiz comparação de Lampião com Churchill. O que eu disse é que não concordo com essa definição simplista do banditismo de Lampião. Prefiro a lição de Gasset sobre o homem e suas circunstâncias. E acho mesmo que Churchill não foi herói merda nenhuma. Herói foi Gandhi. As observações do crítico rigoroso guardam muito da sua soberba da certeza. Ele vê no espelho a única pessoa que sabe verdadeiramente das coisas. A iniciativa de Osair merece aplauso. O ruim é não produzir. E mais ruim ainda é exercitar um perfeccionismo pedante e rebuscado. Não me convence a certeza da boa ou má qualidade de quadros ou pintores. É tudo muito chute. Ele disse que se retirara quando “françois interviu”…Não. François interveio. O verbo intervir é derivado de vir e não de ver. Gastronomia não me atrai, na rua. Prefiro a bóia de Cajuais da Serra. Mas aplaudo a iniciativa de Osair. E gostei muito dos quadros lá expostos. Não preciso de guia para mostrar aos olhos o que me agrada. Abraço de François, que gosta mais de Lampião do que de Churchill. E muito mais de Gandhi. E muito mais da incerteza. E muito pouco da arrogância”.

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