De indefinições do Pratodomundo e de nomes para uma nova Samba

Nem bem virou o ano e a proximidade da eleição para os novos membros da Sociedade do Beco da Lama e Adjacências (Samba) já dá o tom dos buchichos no Centro Histórico. Está quase certo o nome de Tarcio Fontenele para uma das chapas. Até agora, nenhum outro nome é cogitado. Mas o nome de Harrison Magalhães, que a princípio integra a base aliada de Tarcio, ganha força para uma candidatura própria. E, pasmem, há membros da atual diretoria também arquitetando montagem de uma nova chapa, melada no verniz, se deu para entender.

São dois bons nomes. Acredito que ambos farão uma gestão boa. Afirmar que será melhor que a atual é covardia. Até um poste faria melhor gestão. Pelo menos não atrapalharia nem deixaria dívidas com o município. Acredito que Harrison se lance candidato caso receba apoios necessários. A chapa de Tarcio já está fortalecida com bons nomes, inclusive da atual gestão, que se foi pífia, conta voto e influência. Só gostaria de ver o embate entre chapas distintas. Acho que faz bem para o jogo democrático haver uma oposição.

Acredito que o perfil de Tarcio e Harrison se assemelham em alguns pontos: são frequentadores assíduos do Beco, promovem eventos independentes da Samba e têm tempo para fazer algo pelo Centro Histórico – o que acredito ter sido o maior problema da Samba atual. Tarcio, com auxílio de um bom produtor, como Marcelo Veni, pode buscar apoio em leis de incentivo e criar bons projetos. Harrison tem espaço junto à classe política, inclusive do governador Robinho, que podem abrir novos horizontes e apoios para projetos.

Enquanto a eleição de maio não vem, os poucos comerciantes que participaram do famigerado Pratodomundo – o Festival Gastronômico do Beco da Lama, ainda esperam o resultado. Ou mesmo o anúncio de quanto será a mítica premiação. Um evento com shows pagos pela prefeitura, previstos com palco e embutidos dentro dos bares ou na rua. Um festival historicamente divulgado com cartazes artísticos e esse ano um panfleto o mais simples possível, com menos participantes, menos frequentadores e menos divulgação.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

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