De uma noite só com Tácito, Osair, Toinho, Thiago Gonzaga e Valéria Oliveira

Filhota um tiquinho mais crescida e o papai aqui já se sente mais livre para acompanhar uma coisa ou outra da cena cultural da cidade.

Ontem era imperdível o papo entre dois “professores” que tive na minha formação jornalística: Tácito Costa e Osair Vasconcelos, num conversê sobre literatura e jornalismo, na Nobel.

É sempre bom ouvir Osair. Seu cuidado com as palavras se sobressai também à oratória. Bonito ver seu senso de pertencimento à Macaíba e a construção de sua obra literária de uma Macaíba real e ao mesmo tempo escrita sob uma perspectiva sonhada, de como poderia ter sido e não foi.

Tácito pediu licença à timidez para discutir os novos rumos do jornalismo com base no que viveu no passado. Enfim, duas referências do nosso jornalismo que serão tão lembradas daqui a 20 anos quanto os nomes do passado reverenciados no papo de ontem.

E que boa ideia essa do pesquisador Thiago Gonzaga em criar essas ‘Quintas Literárias’ na Nobel Salgado Filho, do resistente Aluízio Azevedo Jr. Papo informal, participação e interesse dos presentes no tema, no ambiente sempre acolhedor de uma livraria. Aliás, ótimos títulos por lá!

Lá também o escritor José de Castro me procurou para saber como colaborar com contos, crônicas e poesias para o nosso Substantivo. Vem coisa boa por aí!

De Thiago Gonzaga recebi dois presentes. Um é uma coleção de ensaios sobre a presença do negro na literatura potiguar, bem interessante. E outro é um exemplar da revista trimestral da Academia Norte-rio-grandense de Letras, que na verdade é um livro muito bem editado. Prometo transcrever um conto de Sanderson Negreiros por aqui.

Logo em seguida fui ao Teatro Alberto Maranhão para apresentação do novo site do TAM e uma homenagem ao empresário Sérgio Boffa, que muito tem colaborado com o Teatro nos últimos meses.

No TAM fui presenteado com as presenças de Valéria Oliveira, Mônica MacDowell, Wanie Rose, Nilza Rebouças e Dr. Boucinhas junto comigo à mesa. Papo sobre o novo álbum de Valéria, as diferentes dificuldades dos artistas com o TAM (segurança) e o Teatro Riachuelo (viabilidade de pauta) e também o amor de Edson Claro pela Dança, até os últimos momentos de vida, entre outras trivialidades.

Presentes também nesta noite no TAM, empresários, artistas e os secretários de Turismo do Estado e de Natal. Na ocasião, o diretor do Teatro, Toinho Silveira, agradeceu a apoiadores e pediu a sensibilidade da iniciativa privada para investir na arte e na cultura.

Foi uma quinta de bons amigos.

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Lívio Oliveira 15 de junho de 2015 12:39

    A minha vida (de permanente correria) tem me impedido de participar de forma assídua desses bons momentos organizados por Thiago Gonzaga. É pena, porque sinto que há um verdadeiro movimento de destaque, realce e melhoria da autoestima de nossa literatura sendo gerado no entorno desses debates na Nobel (e em outras realizações em Natal e no interior). Não me furto, no entanto, de dar os meus parabéns a todos os que têm participado. Efusivos parabéns!!!

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