Delírio nos porões: é Leônidas

Amigos e amigas:

A fala de Leônidas sobre forçar Sarney a tomar posse como presidente é um sintoma importante. Forçar é demais… Leônidas esqueceu que Sarney se matou pra controlar a sucessão de Figueiredo, odiou a indicação de Maluf pelo PDS e jogou seu prestígio de direita (político confiável do regime agonizante) para apoiar Tancredo? Ele até pode ter sentido um medão na hora H mas precisar ser forçado é megalomania demais de Leônidas. Sarney teve uma vida de política oficialíssima, por que não quereria o máximo da oficialidade na hierarquia republicana? Pelo visto, a academia militar de Leônidas não foi boa nas lições de lógica elementar.
Quanto ao resto da entrevista, tristeza, tristeza. Encarar assassinato de adversários sob o lema “Guerra é guerra” parece Nuremberg piorado. Indicar suborno de adversário como miséria deste é ignorar a própria miséria.
Penso que devemos guardar essas vozes onde elas merecem estar: nos porões mesmo, junto com tralhas fora de uso.
Leônidas confirma apenas incapacidade de grandeza. Sobre lucidez: tenho sérias dúvidas.
Meus comentários estão dirigidos para o horror do entrevistado. O entrevistador fez muito bem seu trabalho.
Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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