DESERTOS

Por Suely Nobre

Caminhava contemplativa
Ao encontro inevitável das horas
Sem compromisso com a vida.
Ao vasculhar os meus desertos
Nada de concreto
Recordei-me ter vivido.
O desejo indomado
De ser cúmplice do meu destino
Nem por isso me fez inteira.
O sonho desgastado
Jamais realizado
Reacendeu dúvidas ancestrais.
À meia vontade,
Sangrei estilhaços filosóficos
Para iluminar minhas verdades.
Camuflados entre nódoas de saudades
Visualizei valores adormecidos
Notadamente deslembrados
A atormentar copiosamente

Os pensamentos arrebatadores de então.

Comentários

Há 2 comentários para esta postagem
  1. suely Nobre 1 de outubro de 2013 5:49

    Valeu pelo incentivo Lívio! Porém, minha alegria maior é a constatação do seu reconhecimento e satisfação diante das mudanças favoráveis do SP – Esse espaço cultural que sempre tem nos acolhido de forma respeitosa. Um grande abraço.

  2. Lívio Oliveira 28 de setembro de 2013 8:57

    Gostei do seu poema, Suely. E esse amplo (em vários sentidos) quadro-mural da poesia do blog está, de fato, muito feliz. Após a última e corajosa reforma (que se confirmou, apesar da inexplicável e conservadora resistência de alguns), permite receber adequada e condignamente os poemas da turma. Foi uma baita vitória do nosso Tácito e do SPlural.

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