Destinos escuros

“Existe o amor que enternece, mas há também o amor que devasta. Sobreviver à perda de alguém que se ama é seguir em frente com algo em nós amputado, algum órgão imaginário que começa no estômago e termina na garganta. Um sofrimento que nos faz, como na canção de José Miguel Wisnik, cantar e gritar “de lamento e luto”, para no final arrematar: “Te amarei eternamente e ainda depois”. Enfim, permanecemos e prosseguimos, e essa é a dor suprema: permanecer e prosseguir quando aquilo que nos fazia viver, nosso passaporte para a plenitude, se extingue inapelavelmente, como um diamante no ralo”.

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