Desvarios

Aqui pra nós: ando com as flores meio desbotadas. Por isso tão lenta…….

Mas tudo passa.Desculpe-me as demoras,as paradas da estrada >>>>. Nem tenho escrito, nem reparado nas flores; as pedras, vez por outra, atrapalham os caminhos, machucam nossos pés, ainda mais eu, que costumo pisar descalça pela vida. Me pego com o olhar preso no cinza das chuvas, sem notar que brotam no campo de tantas várias cores; novas flores.

Há um desvario que se faz rumo e quando este fenômeno me acode, destono dos meus acordes, dos meus sons, então como uma valsa descompassada, me desalinho até nos cabelos. E desço mar a fora feito rio fora do leito, acidentando tudo pelas vielas. Desliso como o lodo e me escondo no verde musgo da minha morada secreta e profunda, sem me suster do risco e dos perigos vastos e paro nas encostas dos meus desabrigos, juntando-me aos veleiros aquieto-me, calo e sonho com o Sol que torna luzente o negro das noites caladas .

Eu sei, alguém já me disse que o meu sem som, chega ser glacial, que meu sem luz, acende o medo e a interrogação, talvez cause espanto, pois tudo que parece abismo me é refúgio no meu habitado mundo de ausentes calendários e remotos vagares.

Para mim, é tão e apenas um inevitável e quente travesseiro, onde deito o corpo cansado e adormeço as ausências de cores.

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Anchieta Rolim 1 de junho de 2015 12:04

    Salve, Ednar Andrade! Belo texto, minha amiga. Já estávamos sentindo sua falta.

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