Devaneios ao lusco-fusco…

Devaneios ao lusco-fusco de uma cidade vestida de sol

A cidade onde moro talvez não exista.
O que nos faz viver o que nos causa dor existe nela e fora.
A claridade escurece e a memória surge de uma autobiografia inventada
Nos Silogeus carcaças e nos grupos convenções.
O que se diz escritor pode ser uma quimera e o que se mostra não é (ELE).
Inútil aspirar à filosofia, o romance em terras onde não se acredita.
Penso quão longe estamos da sabedoria e da beleza, mãe de toda alegria e poesia.
A coragem em corpos sem ossatura. No interior escuridão.
Seres sempre eclipsados.
Uma cidade em ruínas ofuscadas pela luz branca.
De tão nítido irreal (idade).
Nos dias tão só desalento.

Físico, poeta e professor [ Ver todos os artigos ]

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