Dialogando e respondendo a Laélio

Caro Laélio,

“O homem que nunca errou foi aquele que nunca fez coisa alguma”. THEODORICO BEZERRA.

Folgo em vê-lo aqui comentando e caningando. Bom ter um leitor como você. Com relação aos meus Florilégios da Poesia Potyguar, gostaria de dizer que não é a minha História da Poesia Potiguar nem foi escrita via Moacy. E sim, feita uma homenagem ao amigo que tanto divulgou a nossa poesia. Também não se trata de uma compilação final, mas só o início. Espere os outros Florilégios, Othoniel vai aparecer. Não se avexe não, viu.

A inclusão do Cascudo, Nísia e do major Theodorico Bezerra nessa lista foi uma licença poética. O major foi um poeta do sertão. Cascudo e Nísia escreveram poesia.

Com respeito à Madalena Antunes, escreve prosa com poesia. Daí a inclusão. Um paradigma dessa junção é José Bezerra Gomes.
O Ascenso Ferreira de Canna Caianna, conheço bem e tenho todos os seus livros, inclusive primeiras edições. “Há força nas águas, há força nos ventos./ E forças que em nós ocultas estão… / A lua cheia tem forças muito, Maria! / – E o luar sempre foi a nossa perdição!”.
Ele é tão meu como seu. É de Pernambuco e teve uma forte influencia na nossa literatura e nas nossas amizades. (vide posts anteriores). Até bem pouco pertencíamos á Capitania de Pernambuco. Muitos pernambucanos poetaram e estão poetando conosco.
Na 1ª edição dos Poemas (1922- 1953) do Ascenso Ferreira, lê-se como muito gosto no prefácio do Sergio Milliet;
“ Quem não ouviu falar, nas rodas intelectuais do Brasil, de Ascenso Ferreira, “ rei” dos mestres”, que aprendeu sem se ensinar” É a própria voz do Nordeste, tão autentica, tão pura, que certos poemas seus já se tornaram anônimos, já viraram folclore.”
Que belo meu amigo. Quero Ascenso para mim, para a nossa poesia e vida.

Espere os novos florilégios!

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