Direita em alvoroço

Fazia muito tempo que não via a direita brasileira tão alvoroçada, em alguns momentos histérica, como depois do lançamento do Plano Nacional de Direitos Humanos. Perdeu a noção da realidade E voltou a tirar do armário palavras de ordem golpistas, o que, diga-se de passagem, não surpreende. A direita brasileira tem longa tradição em golpes contra o estado de direito.

Não é mera coincidência que hoje estejam contra o PNDH os mesmos que apoiaram a ditadura de 64. Confiram: imprensa, igreja, militares e políticos como Agripino Maia, que graças aos bons serviços prestados à ditadura por seu pai, o governador indireto Tarcísio Maia, ganhou a Prefeitura de Natal sem esforço nenhum.

Pelo menos não se pode acusar o senador potiguar de ingratidão ou incoerência. Nunca deixou o tenebroso barco em que subiu em movimento nos idos da década de 80.

Essa turma, mais uma grande parte da classe média, tem verdadeiro pavor à mudança do status quo brasileiro. Mas, apesar deles, o país tem dado alguns passos e avançado.

E por último, mas não menos importante: a maioria está contra apenas por ouvir falar ou pelo que viu nas tvs e jornais. Não leu uma linha sequer do Plano. É certo que ouviu o galo cantar. Só não sabe aonde. E tome a se posicionar e falar besteira baseado apenas em seus preconceitos e ideologia.

Agora, justiça seja feita, os setores conservadores da sociedade fizeram um brilhante trabalho de desinformação e deturpação. Aliás, como sempre, né, quando estão em jogos seus interesses.

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