Que ditadura é essa?

Por Marcelo Rubens Paiva
O ESTADO DE SÃO PAULO

Aqueles que defendem a volta do regime militar, ou INTERVENÇÃO MILITAR, como o movimento SOS Forças Armadas, que polemizou nas manifestações de 15 de março e de domingo, 12 de abril, trouxeram à tona o ridículo de uma intolerância democrática, com saudosismo de algo que só existiu na imaginação.

O MBL, Movimento Brasil Livre, do grupo Fora Dilma!, até entrou na Justiça para seu carro de som, no Vão Livre do MASP, ficar a mais de 400 metros de distância do SOS, que ficou estacionado entre as Alamedas Campinas e Eugênio de Lima.

O que revoltou o SOS.

O representante do grupo que defende a volta dos militares, Renato Tamaio, evocou o direito constitucional de livre manifestação. Citou o Artigo 5º., a “garantia ao direito de manifestação em qualquer hora e lugar, sem armas”, e ameaçou processar o MPL.

Qual regime ele pretende?

Vale lembrar, SOS, que quando os militares intervieram na política brasileira, baixaram o AI­5 em 1968, em que eram proibidas as manifestações.

Assim ditava o AI­5:

“Considerando que a Revolução Brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção…

Considerando que atos nitidamente subversivos, oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos, que a Revolução vitoriosa outorgou à Nação para sua defesa, desenvolvimento e bem-­estar de seu povo, estão servindo de meios para combatê­-la e destruí­-la, considerando que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranquilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária…

Resolve editar o ato institucional que determina a suspensão dos direitos políticos, importa, simultaneamente, em: cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função; suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais; proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política; aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança: liberdade vigiada; proibição de frequentar determinados lugares; domicílio determinado.”

O “Presidente da República” poderia mediante decreto demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas no artigo, assim como empregados de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.
Poderia decretar o estado de sítio e prorrogá­-lo, fixando o respectivo prazo.

Ficava suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Melhor deixar os militares de fora…

SOS Democracia!

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Cuba está se aliando ao antigo inimigo, EUA.

Ambos estão na paquera em ritmo de salsa: dois pra frente, um pra trás, dois pra frente, um pra trás…

Dança que o Brasil já finalizou, investe na infraestrutura de lá e inaugura um voo direto pela GOL.
China é o maior parceiro comercial do Brasil.

É o maior dos EUA. Detém grande parte dos Títulos do Tesouro americanos disponíveis no mercado.
Agora, entra com empréstimo à Petrobrás.

Quando um militante de direita vocifera nas manifestações recentes “Vá pra Cuba”! “Fora comunista!”, em que década está?

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