Do artesanato potiguar

A Feira Internacional de Artesanato será aberta hoje, às 18h, no Centro de Convenções. A estimativa é de que reúna 70 mil visitantes. São 350 estandes, festival de danças folclóricas, show com artistas potiguares, desfile de moda artesanal, apresentação da Mostra Nacional de Mamulengos Chico Daniel e por aí vai. É um evento organizado, em franca evolução e proporciona visibilidade a uma categoria profissional desprestigiada pelo público aqui no Rio Grande do Norte. A Fiart 2008 vai receber 120 cooperativas e associações responsáveis por 10 mil artesãos.

A Fiart é dos poucos locais de concentração do artesanato potiguar com presença de potiguares. Quem visitar outros centros como o Shopping do Artesanato, ao lado do Praia Shopping, verá mais de 100 lojas, uma estrutura fenomenal e a presença de alguns poucos turistas. No Vilarte ou outro qualquer ocorre o mesmo. Falta mesmo o prestígio à prata da casa. Mais das vezes são artigos e peças de muito bom gosto e beleza, fruto de um trabalho árduo e que poderia ser de tão valia estética quanto um outro objeto comprado em shopping e de valor mais caro.

Claro, há artesanato e artesanato. O Rio Grande do Norte tem tradição em produtos de renda de bilros, do côco ou a partir das areias coloridas. Também são muitas as peças, sobretudo produzidas no interior do estado, a partir da carnaúba, sisal e pedra de sabão. Infelizmente, o que se vê nos centros de artesanato são roupas com estampas de Natal, Pipa ou outra praia. Coisa destinada mesmo ao turista; a quem comparece ao local. E antes fossem bordados em macramé, fuxico ou crochê. Não. São aquelas camisas vagabundas mesmo.

O artesão até tem sido lembrado pelo Governo do Estado. Os programas e incentivos são muitos. Como deveria. O artesanato é importante vetor da economia local. É a fonte de renda de uma expressiva parcela da população. Creio que a falta de incentivo parte mesmo do desprestígio do potiguar com sua arte mais genuína e responsável por muito da identidade cultura local. Vale uma olhadela na Fiart, que permanece no Centro de Convenções até 27 deste mês, e mais ainda, umas visitas aos bons centros de artesanato da cidade.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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