Do EELP, Flipipa, ENE e outros encontros literários

Por Sérgio Vilar
NO DIÁRIO DO TEMPO

Nem sabia dessa solenidade pela manhã na prefeitura, para recepcionar convidados do 2º EELP. Nem poderia ir porque apurava informação para a matéria d’O Poti. Ao que parece, não perdi nada.

Mesmos discursos em torno do acordo ortográfico, países separados pelo mar e mais lenga-lenga, oba-oba. É preciso pensar a respeito desses eventos literários.

O que o EELP traz além do evento literário organizado pela UBE (com R$ 5 mil) e a Ação de Incentivo à Leitura (com R$ 20 mil)? Há que se analizar propósitos. Estreitar laços com Portugal? Interesses municipais?

Gostei muito da primeira edição do EELP. Também achei interessante as temáticas deste segundo. Ficou clara a redução de gastos do evento. Menos mal. Ficou enxuto e talvez, mais viável.

Desde o ano passado, o EELP propôs um evento mais elitizado, voltado à comunidade universitária. Nenhuma supresa a ANL sediar o evento. Daí a discussão do custo-benefício.

E os custos não foram divulgados. Pensei que fosse só comigo, mas a TN divulga isso também. O Diário Oficial deve informar nos próximos dias o resultado dessa caixa preta.

Penso que Dácio e Candinha operaram milagre com R$ 100 mil (afora os apoios de infraestrutura) em uma Flipipa com quase 30 convidados e alguns de renome internacional.

A Flipipa atrai turismo, movimenta a comunidade nativa e incentiva a leitura entre jovens. E o EELP? Conhecimento aprofundado restrito aos universitários?

Gosto do formato do EELP e das discussões travadas. Gostaria de saber desse custo não divulgado. Talvez até valha a pena se girar em torno de R$ 50 mil, o que é muito pouco provável.

Hoje, por exemplo, eu seria contra os mais de R$ 400 mil empregados no ENE. É muito dinheiro. Não vale tanto. Ao contrário do Flipipa, não atrai turismo e o incentivo à leitura é muito pouco pela grana investida.

Temos saudades do ENE em razão da organização, dos grandes escritores, dos shows e, sobretudo, da novidade. O ENE inaugurou na cidade um grande evento literário (sem recorrer demais ao passado distante, please).

A César o que é de César. Cada evento com sua proposta, seus gastos e sua repercussão. Mas lembremos que a moeda de César é o real do contribuinte.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo