Do Encontro

Foto: Canindé Soares

O I Encontro de Escritores de Língua Portuguesa de Natal (EELP) tem transcorrido de maneira produtiva e condigna. No conforto do Teatro Alberto Maranhão e tendo ao fundo um belo cenário literalmente multicolorido e iluminado, com menções às bandeiras de todos os países envolvidos, o evento tem avançado sem pirotecnias outras a não ser o da tentativa de melhor compreendermos a nossa língua portuguesa.

Tem se verificado (e isso é importante!) uma dedicada e séria contribuição dos mediadores (Laurence Bittencourt e Márcio Dantas foram ótimos), contando-se com o desapego e responsabilidade dos conferencistas e debatedores (todos têm produzido comunicações e mantido o debate à altura da importância do evento), além da participação ativa e em elevado número dos ouvintes (que têm produzido inúmeros questionamentos, interessantes e profundos, e têm permanecido firmes e atentos até o fim de cada debate).

A língua portuguesa está, assim, sendo estudada – sob seus variados ângulos – de maneira meticulosa. Do público presente, somente tenho ouvido elogios ao evento. Inclusive, nos intervalos na “praça” do teatro, o diálogo tem continuado, com apresentações musicais no entorno, exposição das autoras femininas, eventuais declamações, escritores trocando ideias com estudantes universitários, tudo transformando essas três cálidas tardes de fim de abril em momentos prazerosos e a serem guardados na memória.

Outro ponto alto foi a assinatura da Lei Municipal da Leitura Literária pela senhora prefeita de Natal. Inclusive, a prefeita confirmou expressamente – por sugestão do professor Tarcísio Gurgel – a destinação de espaços específicos nas bibliotecas municipais para os autores potiguares, anunciando futura compra de livros.  Também houve homenagens a Luís Romano, Câmara Cascudo, Clevane Pessoa e Pedro Bandeira.

Como ponto “negativo” do evento, destaco uma certa impontualidade para o início das apresentações.

Acredito e espero que nesta tarde de sexta-feira, com uma mesa que envolve nomes de peso como Agualusa, Ondjaki, Paulo Markun e Jorge Salomão, tenhamos um encerramento histórico e à altura dos dois dias anteriores de debates.

Estarei lá, para conferir, com olhos e ouvidos bem abertos.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × 3 =

ao topo