Do jornalismo cultural

Li pela imprensa artigo de jornalista que, do alto de sua soberba, criticou a cobertura da mídia e dos “repórteres ditos culturais” a respeito do fechamento do sebo e bistrô Kriterion. Isso porque as matérias prescindiram a notícia da falência do sebo em detrimento à figura humana do poeta Jairo Lima. É estranho tal jornalista renomado desconhecer o que é notícia factual. O talento de Jairo como poeta, teatrólogo e publicitário permanece e pede proveito em elaborada matéria de domingo, mais cuidadosa e à altura do merecimento. Coisa para papo mais longo do que uma visita rápida ao sebo para colher matéria sobre a novidade do dia. Antes de criticar os repórteres seria interessante o dito olhar para o próprio umbigo e notar que o jornal do qual escreve sequer uma linha deu a respeito, seja da notável figura humana de Jairo ou da Kriterion. Mas isso talvez seja mero destempero do jornalista, fruto de uma vaidade mal esculpida.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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