Do Mercado da Redinha

A resistência dos bravos pescadores da Redinha em abandonar os boxes de peixes situados ao lado do Mercado resultou em benefício. A Semsur começou ontem a instalar pontos improvisados para instalação de freezeres e luz para os pescadores poderem trabalhar depois de quase dois meses em que o movimento no comércio caiu mais de 50% devido à reforma. As divisórias dos boxes são de tapumes. A iluminação são gambiarras, mas a intenção é válida. Toda obra traz transtornos. E é preciso elogiar a iniciativa da prefeitura. A situação daquela gente era demasiado precária. Ninguém olhava por eles. Sou testemunha presente disto. A fedentina espantava clientes. Os banheiros eram impraticáveis. E a conseqüência do abandono recaía no Mercado da Redinha – ponto histórico-cultural da “praia bonita”, como citou Cascudo.

Visitei hoje o Mercado. Dia até movimentado para uma segunda-feira. Os pescadores ao lado estavam mais aliviados com a mudança. Esperam repor o tempo perdido. E as proprietárias dos boxes do Mercado esperam ansiosas e satisfeitas pelo término da reforma e padronização do corredor dos pescadores para iniciar as obras no Mercado. De menor peso. Serão feitos o retelhamento, pintura e melhoramento dos boxes. Um por vez, para evitar prejuízo das comerciantes. Pelo menos há quatro anos freqüento o Mercado com assiduidade e tenho feito até pesquisa por ali. É a primeira vez que constato alguma satisfação entre as comerciantes. Dona Ivanize Januário – filha da saudosa Dalila e “Seo” Geraldo Preto – era uma felicidade só. Os apreciadores da ginga-com-tapioca também agradecem.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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