Dois zines

O fanzine não morreu, nem virou outro bicho – ele apenas vai ali, dá um tempo, e volta. E quando volta, que maravilha!

Por estes dias, num espaço de mais ou menos um mês, pude conferir o lançamento de dois zines que atestam a longevidade – e a vontade de viver – desse tipo de publicação.

http://postsdoexilio.blogspot.com.br/2013/01/dois-zines.html

Jornalista, com passagem por várias redações de Natal. Atualmente trabalha na UFPB, como editor de publicações. Também é pesquisador de HQs e participa da editora Marca de Fantasia, especializada em livros sobre o tema. Publicou os livros “Moacy Cirne: Paixão e Sedução nos Quadrinhos” (Sebo Vermelho) e “Moacy Cirne: O gênio criativo dos quadrinhos” (Marsupial – reedição revista e ampliada), além de várias antologias de artigos científicos e contos literários. É pai de Helena e Ulisses. [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 2 comments for this article
  1. horácio oliveira 23 de Janeiro de 2013 17:45

    Legal! Os zines e sua linguagem são proteínas legais e inteligentes, quando a produção “jovem” assume, geralmente, modelos sisudos para a aceitação geral.

  2. Cellina Muniz 23 de Janeiro de 2013 20:05

    Ótima resenha, Alex de Souza. Partilho em parte algumas das suas impressões.
    Sobre o zine de Alfredo, eu estive lá, no lançamento, e acho que foi aquela coisa mesmo – planejada, estudada, desde os textos garimpados de internet e projeto gráfico apurado até o lançamento numa mesa-redonda (claro que não era uma mesa-redonda clássica, dessas extremamente chatas que costumamos ver por aí), e nem por isso perdendo a condição do “faça você mesmo” e de jorro de uma vontade de potência de (se) fazer narrar. Principal mérito do fanzine, esse tipo de publicação que não espera o beneplácito de nenhum editor. Sobre o outro zine, eu não estive no lançamento, perdi um pouco de uma possível percepção de quem são os autores e suas pretensões de publicação, por meio de saber quem esteve lá, que cenas rolaram e não rolaram e que tanto têm a dizer sobre a vida (curta ou longeva) de um impresso. Ele (o zine Com Carinho) apareceu materializado no meu sofá, numa manhã manhosa de domingo, e na leitura feita acompanhada da inevitável gelada, percebi também o mesmo jorro explodindo, potente, ainda que também sob o alegado desleixo apurado – a vontade de se dizer no mundo, para além de qualquer resenha.
    Vida longa aos fanzines e fanzineiros!

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