Dos livros lançados em terras potiguares em 2014 e umas perspectivas para este ano

Sim, tem coisa boa, bons registros, bons títulos e tal. Mas no geral, a produção literária potiguar ano passado foi aquém dos nossos talentos. Thiago Gonzaga, José de Castro, podem me salvar ou contradizer.

Pelo que pesquisei ou li, nenhum romance consta na lista. Destacaria algumas biografias, alguns livros de poesia, livros de cunho histórico e de contos. Vamos a eles:

Talvez o mais noticiado tenha sido a biografia ‘A Bruxa – E as vidas de Marinho Chagas’, do jornalista Luan Xavier (foto). Vale o registro também de ‘Valdetário – a essência da bala’, dos jornalistas Rafael Barbosa e Paulo Nascimento.

A música foi contemplada com os bons livros ‘A grande pancada – crônicas do tempo do Jazz’, de Pablo Capistrano, e o registro dos 10 anos do Dosol, por Anderson Foca. Ou ainda o ‘Nos Tempos do Blackout’, do historiador Carlos Henrique da Cunha.

De valor histórico, destacaria ‘A Terra do Açúcar’, do médico Pedro Cavalcanti, e ainda ‘Natal em Guerra’, da professora Giovana Paiva de Oliveira.

Sir. Alex de Souza publicou um livro pouco propalado, mas penso que de grande valor, intitulado ‘Moacy Cirne – Paixão e sedução pelos quadrinhos’. Li a apresentação, pela net, e achei arretado.

Mesmo a poesia me pareceu pouco reverenciada. Mas dois livros merecem muita atenção: ‘Nas vestes dos peixes, as palavras de ontem’, de Sinhá, e principalmente ‘Proposta de Chuva’, de Maria Maria.

Teve ainda o livro de contos de Nelson Patriota, ‘Um Equívoco de Gênero e Outros Contos’.

É o que lembro.

Este ano já vem com bons livros de poesia, sobretudo vindos das bandas do Seridó e região Oeste. Theo Alves, Wescley Gama, José de Paiva Rebouças…

Tem os livros já publicados com incentivos das premiações literárias este ano, e ainda os que virão, ainda com recursos do FIC 2014. Tem ainda livros – romances, enfim! – de Edson Soares, também no prelo. Talvez seja um ano mais produtivo.

Fica aqui esse pequeno registro e lembrança dos nossos lançamentos de 2014 e umas perspectivas para este ano.

FOTO: ELIAS MEDEIROS

Jornalista por opção, Pai apaixonado. Adora macarrão com paçoca. Faz um molho de tomate supimpa. No boteco, na praia ou numa casinha de sapê, um Belchior, um McCartney e um reggaezin vão bem. Capricorniano com ascendência no cuscuz. Mergulha de cabeça, mas só depois de conhecer a fundura do lago. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 13 comentários para esta postagem
  1. thiago gonzaga 12 de junho de 2015 17:32

    Obg pela correção caro amigo Alex.
    Realmente foi um descuido meu.
    Inclusive eu já tinha lido o livro, fiz uma resenha e fiz uma entrevista com o Daniel Nasser.

  2. Alex de Souza 12 de junho de 2015 12:35

    LEMBREI (ou melhor, o google me lembrou): o autor é o daniel násser e o livro, “A Ordem da Rosa Branca: O Enigma do Anel”, publicado em 2007.

    |:-D

  3. Alex de Souza 12 de junho de 2015 12:25

    Sergio, obrigado pela lembrança! se tá difícil pros nossos poetas e ficcionistas, avalie pra quem escreve na árida seara acadêmica… porém, pra não perder essa minha mania feia de palmatória do mundo, dois adendos ao texto&comentários:

    o livro do cavalcanti, ‘terra do açúcar’, é um romance histórico – segundo me disse clotilde tavares, uma vez que não tive a oportunidade de ler o danado, o que tentarei corrigir em breve. logo, taí um romance pr’ocê que reclamou da falta deles, hehehe.

    o livro de carolzinha, que conheci ainda moleca e é outro da minha lista de futuras leituras, está longe de ser pioneiro na literatura fantástica potiguar, como disse thiago gonzaga. só na última década, lembro da nazarethe fonseca, maranhense radicada em Natal, e sua trilogia vampiresca lançada nacionalmente pela editora aleph; teve ainda ‘o golem do potengi’, de figueiredo rocha; ‘pequenas catástrofes’ e ‘é preciso ter sorte quando se está em guerra’, do pablo capistrano; e um menino lá de macau que escreveu um romance baseado no ciclo do anel do nibelungos que inspirou o tolkien (mas q eu não vou lembrar o título agora nem a pau). isso sem falar pratrásmente…

    abraços a todos.

    • Sergio Vilar 12 de junho de 2015 12:37

      É isso, Alex. Fialho tinha me corrigido, já. É porque esse livro ‘Terra do Açucar’ trata tanto de história e aproveita para romancear os personagens que me remeti mais ao historicismo da coisa. Mas é um romance mesmo, pois. Mas também pra não perder essa minha mania feia de palmatória do mundo, vou continuar minha reclamação. É que sinto falta mesmo é daqueles romances mais clássicos. Quando aparece romance por aqui é tipo esse, ancorado em fatos históricos. Não precisa ser um Anna Karenina, nem um Vermelho e o Negro. Mas que seja, digamos, mais original. Claro, tudo vem da memória, tem alguma história intrínseca e tal. Mas… entendeu, ne? rs

  4. Lívio Oliveira 11 de junho de 2015 12:14

    Só quis colaborar.

  5. Sergio Vilar 10 de junho de 2015 16:51

    Pois é, Thiago. E a partir dessa sua lista já lembrei de outros: teve o de Carito, o do Ruy Rocha. E se considerar Aldo Lopes sendo um daqui, vamos lembrar o de Márcio Nazianzeno – fantástico! E por aí vai. Lembrar tudo de uma lapada só é bronca rs Mas Lívio exige conhecimento, memória e pesquisa para um humilde blogueiro do dia-a-dia rs

  6. thiago gonzaga 10 de junho de 2015 16:18

    A memória as vezes nos trai.
    Evidente que o livro de Lívio Oliveira, dentre outros não podem, nem vão ser esquecidos, eu inclusive escrevi sobre ele.
    Assim como, por exemplo, o de Jarbas Martins. Mas, como eu falei, são vários titulos, só da literatura potiguar ano passado eu li 68 livros.
    E destaco aqui as leituras.

    1-´cais natalenses, de Livio Oliveira.
    2- 44 haicas de Jarbas Martins.
    3-Chão dos Simples, de Manoel Onofre Jr,
    4–A Dançaria e o Coronel, de Aldo Lopes,
    5-Carlos Fialho lançou um livro irreverente na área, Cruvinel, Artilheiro dos Gols Perdidos.
    6-Gustavo Sobral lançou Petrópolis – Guia Prático, Histórico e Saboroso do bairro, livro de grande utilidade, principalmente para quem mora na capital.
    7-O romance autobiográfico Perdão, de Francisco Rodrigues da Costa.
    8-David de Medeiros Leite e José Edilson Segundo organizaram a antologia Mossoró e Tibau em Versos.
    9-A Imagem do Cão, estreia do jovem Guilherme Henrique Cavalcante, de apenas 18 anos e o romance
    10-Alguns Livros Potiguares, de Chumbo Pinheiro,
    11-Alexandre Alves com Poesia Submersa – Poetas e Poemas no RN.
    12-Literatura RN – Livros Selecionados, de Anchieta Fernandes que dispensa apresentações.
    13-A Filha de Gaia de Carol Vasconcelos, pioneira aqui no Estado em se tratando de literatura fantástica.
    14- Proposta de Chuva de Maria Maria Gomes
    15- Radiola, Damão Nobre
    16- Uma Garça no Asfalto de Clauder Arcanjo.

    Como podemos notar a prosa está se sobressaindo na nossa terra. Esses são os que lembro agora de cabeça.

  7. Lívio Oliveira 10 de junho de 2015 11:09

    Amigo Sérgio, com todo respeito ao seu trabalho, acredito que no jornalismo é melhor não acreditar somente na memória. Tenho percebido que a memória (em associação às meras impressões pessoais) termina gerando fortes equívocos quando não cotejadas com fatos/conhecimentos/realidade. Mas compreendo e respeito as suas observações pessoais-parciais. Um abraço.

    • Sergio Vilar 10 de junho de 2015 11:15

      Agradeço, pois, esse respeito pessoal-parcial. Abraço!

  8. Lívio Oliveira 10 de junho de 2015 10:18

    E não falo somente por mim. Tanta coisa por aí…

    • Sergio Vilar 10 de junho de 2015 11:02

      O post foi para lembrar, Lívio! Depois de publicado lembrei de outro de poesia, de Leonam Cunha. A memória não ajuda muito rs

  9. Lívio Oliveira 10 de junho de 2015 10:17

    Ehehehe! Publiquei dois livros de poesia no ano passado. Um deles foi lembrado em texto de José Castello. Acredito que ambos têm algum valor intrínseco. Interessante é já terem sido esquecidos por estas bandas provincianas. Fazer o quê? Rir. Ehehehe!

  10. thiago gonzaga 9 de junho de 2015 19:55

    Que texto interessante Sergio Villar.
    Muito legal mesmo, só tenho que concordar com tudo que vc falou.
    Os dois livro que vc citou merecem justo destaque :‘A Bruxa – E as vidas de Marinho Chagas’ e ‘Valdetário – a essência da bala’, este último por sinal, foi o livro, local, mais vendido ano passado aqui no Estado.
    É difícil citar tantos nomes e livros, foram muitos publicados.
    Pra vcs terem uma ideia, ano passado, apenas na gráfica OFFSET, foram produzidos 200 livros locais. Imagina nas outras gráficas de Natal e de todo o Estado.
    Porém, é evidente que a poesia cada vez está perdendo espaço para a prosa, inclusive na qualidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo