Drummond sempre

Amigos:

Reli nesses dias “O Padre, A Moça”, de Carlos Drummond de Andrade. É um belo poema. Uma passagem me tocou em especial, espécie de síntese do conjunto:

“Entram curvos, como numa igreja
feita para fiéis ajoelhados.
Entram baixos
terreais
na posição de mortos quase.”

É difícil, talvez impossível, apresentar de modo tão bonito o momento em que um homem se instala falicamente numa mulher. A entrada do falo, acompanhado dos testículos e do resto de corpo masculino, aparece como ato sagrado. O Padre experimentou a Fé maior nesse momento – copular é ato de Religião, religação com Deus.

Só grandes poetas vão tão longe.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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