Duas ou três breves considerações

De Moacy Cirne, no Balaio
http://www.balaiovermelho.blogspot.com/

1. A revisão de Eric Rohmer (1920-2010) confirma plenamente: o seu cinema, verdadeira joia preciosa, cresce com o tempo: um cinema que faz da crônica do cotidiano – em geral, da classe média – a sua matriz temática. Cinco ou seis minutos de qualquer um de seus filmes, escolhidos aleatoriamente, valem mais do que toda a produção marcada por efeitos especiais do cinema-pipoca de origem norte-americana.

2. Mesmo sem a genialidade criativa dos anos 50 e 60, Resnais é Resnais, e um filme como Ervas daninhas (foto) consegue mostrar, com beleza e elegância, o valor de um produto sofisticado. Não é para qualquer um, claro. Há aqueles que preferem Avatar. Questão de gosto e (in)formação cultural. E, em se tratando de bens simbólicos, gosto não se discute. Mas se explica.

3. E o justamente cultuado Kieslówski? Minhas preferências continuam sendo A dupla vida de Véronique (1991) e A fraternidade é vermelha (1994). O conhecimento da Polônia pós-socialismo passa um pouco por seu cinema. Mas não nos esqueçamos de Wajda, em anos anteriores. Ou de Polanski, em A faca na água (1962).

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