“E para que serve ser poeta…”

De Fernando Monteiro, em troca e-mail comigo, acerca do seu novo poema “E PARA QUE SERVE SER POETA EM TEMPOS DE PENÚRIA?”, que será publicado no SP, com exclusividade, na próxima quinta-feira, dia 12:

“A história é a seguinte: ocorre que eu venho ficando puto (acho que sempre estive!) com toda essa merda que está grassando na literatira – mistura de literatura com mentira – brasileira, e o novo poema longo é uma espécie de “vomitar” nacional, a partir justamente do verso do recém-falecido poeta paulistano que dá título ao nosso poema. Conforme acabo de dizer, eu já andava puto com o que o Mercado está fazendo de quase todas as manifestações artísticas etc, e, aí, o pobre do Piva morreu [a chamada ‘grande mídia’ cagou pra morte dele – assim como havia cagado para o desaparecimento do fundamental editor Massao Ohno, fecha aspas], ambos doentes e desencantados. Da morte de Massao – que editou o nosso Ecométrica, em 1983 – eu não fiquei sabendo senão nesta semana, mas, quanto a Piva, li a notícia em 4 de julho, no bojo da qual vinha a citação desse terrível-simples verso que ele deixou, num dos seus últimos poemas: “E PARA QUE SERVE SER POETA EM TEMPOS DE PENÚRIA?”

PORRA. Fiquei mudo. Levei um murro nos culhões do espírito. É isso mesmo, cara: “E PARA QUE SERVE SER POETA EM TEMPOS DE PENÚRIA?”…

Então, como Roberto não estava – necessariamente – se referindo à penúria DELE, pessoal (que existia, é claro, e os cretinos pensaram logo nela, ao ler esse verso que resume tanta coisa), eu resolvi escrever um poema que partisse disso”.

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