Edgar Morin, um guru acadêmico na Tvu

A complexidade está abrigando todo tipo de absurdo teórico em suas trincheiras natalenses.

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Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Expedito Silvestre 7 de maio de 2011 17:14

    Os textos de Morin me ainda me repelem. Devo isso a incompetência em lecionar de alguns incompetentes professores universitários. Obrigado aos mestres do desincetivo!

  2. João da Mata 7 de maio de 2011 12:35

    Caro Daniel, obrigado pelos esclarecimentos.
    Não sabia de seu envolvimento como aluno dessa disciplina.

    Alguns pontos iniciais que pincei para reflexão.

    A ética precisa de Deus
    A psicanálise da Filosofia, assim como a ciência.
    Muitos filósofos praticam uma ética perversa.
    Cascudo ensinando história falava de crendices, superstições, magias, etc
    Um absurdo para muitos.
    Até hoje muitos não aceitam a sabedoria e erudição de Cascudo.
    Na academia também existe modismo e apropriações.
    O fazer acadêmico não está isento de críticas

  3. Daniel Menezes 7 de maio de 2011 0:37

    Caro João da Mata,

    retirando o meu texto que não é do melhores, não entendo o porquê da deselegância do opúsculo. Não já dizia a boa teoria que os ídolos são combatidos com boas “marteladas”!?
    Se o Sr prestar atenção, critico mais a apropriação que é feita do filósofo e o movimento que é entendido aqui em Natal como complexidade, do que o próprio pensador em pauta. Criaram, acho que sem o conhecimento dele, uma espécie de São Morin.
    Amparados num discurso anticientífico, que se traveste na idéia de uma “renovação” da ciência moderna, que segundo eles, em um tom messiânico, estaria toda ela superada, os “complexos” vêm defendendo na UFRN a aproximação do senso comum com a ciência.
    Não sei como isto adquire sentido para o Sr, mas vejo na pedagogia, nas ciências sociais e psicologia eles produzirem todo tipo de barbaridade, alegando que é uma perspectiva transdisciplinar, aberta e complexa. Afinal, neste populismo (pseudo) científico senso comum e ciência são duas formas de saberes equivalentes.
    Os exemplos citados no início do texto são concretos – já fui obrigado a assistir palestras de xamanistas, que iriam renovar os métodos sociológicos; macacos que passavam email e teorias racistas e biologizantes da vida social, inclusive, legitimando as mais variadas formas de preconceito contra mulheres, pobres e homossexuais. A alegação é que, com a “religação de saberes”, é possível perceber que os gays desenvolveram esta escolha sexual em decorrência de uma disfunção hormonal (uma pró-reitora famosa de lá vive a falar esta asneira por aí) e que as mulheres procuram o “macho demoníaco pelo extinto de querer ser dominada por um ser protetor. Estes são mais exemplos das trapalhadas que alguns são obrigados a ouvir dentro daqueles muros.
    Para nós da Carta Potiguar, caro João da Mata, há uma separação fundamental entre conhecimento científico, crítico e reflexivo e o senso comum, que os indivíduos, em muitos casos, pelas suas próprias condições de vida brutalizada, não conseguem sair.
    A ciência é uma vela que deve ser erguida para iluminar a escuridão e para acabar com o mundo assombrado pelos demônios, como certa vez disse Carl Sagan.
    Jamais concordaremos com a defesa do retorno de Deus para a ciência como fez o ativista político Boaventura de Sousa Santos em um pequeno livro (Um discurso sobre as ciências) bastante celebrado pelos complexos. Transdisciplinaridade é uma coisa. Samba do criolo doido é outra. Ciência só funciona com critérios.
    Mesmo com todas as nossas limitações, é contra tudo isso e pelo caminho da ciência como esperança que tentamos estabelecer uma alternativa crítica na Carta Potiguar.
    Há, no entanto, quem não concorde. E aí nada podemos fazer.

  4. João da Mata 6 de maio de 2011 17:05

    Carta Potiguar- Uma alternativa crítica ?

    No mínimo deselegante esse comentário do Daniel com respeito á teoria da Complexidade e sua abrangência multidisciplinar. Ainda não assisti à aula do Morin proferida em Natal, mas conheço alguns dos seus trabalhos e não entendo a complexidade como o senhor Daniel apregoa.
    Já escrevi sobre a complexidade aqui no SP (http://www.substantivoplural.com.br/da-complexidade/ ) e jornais locais e entendo que existe uma interdisciplinaridade entre as várias áreas do saber humano. Entendo que a complexidade é parte dos fenômenos não lineares presentes na natureza e na física, em particular. O pensamento humano é complexo assim com a bolsa de valores. Tentativas de utilizar conhecimentos da física em outras áreas do saber são válidas e necessárias.

    Será que a Carta Potiguar do senhor Daniel é mesmo uma alternativa crítica?

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