Edições públicas, lucros privados

Encontrei Paulo Rocha (Palocha) hoje de manhã na Livaria Poti do centro da cidade. Ele estava inconformado com o preço do livro “Cenas Brasileiras”, lançado terça-feira pela Edufrn, que custa R$ 40,00 nas livrarias. Como todos sabemos, Palocha adora os livros, mas ganha apenas o salário mínimo. Para ele, não tem lógica um livro ser patrocinado com recursos públicos e custar tão caro. Eu concordo com ele. Mas, aqui em Natal o costume é esse, as instituições públicas bancam o livro, que é vendido a preço de mercado. Quer dizer, nós pagamos duas vezes pelo mesmo produto, uma vez que é com nossos impostos que essas instituições são mantidas. Ou alguém acha que a grana surge por “geração espontânea” ou sai do bolso de algum gestor ou mecenas? Já tive oportunidade de externar minha posição contrária a essa prática. Mas não adiantou. Tudo bem que se cobre um valor que corresponda ao trabalho do autor, acho justo, até aí não vejo nada demais, mas se fazer de doido e cobrar como se a obra tivesse sido bancada por uma editora privada é malandragem demais pro meu gosto.

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