Editoras independentes levam sete de nove categorias em premiação literária

Por Maurício Meireles
FOLHA DE SÃO PAULO

Foi das editoras independentes o protagonismo no Prêmio Biblioteca Nacional deste ano. Casas pequenas, como a Abacate ou a Mondrongo, levaram sete das nove categorias do troféu literário. Os resultados estão na edição desta quarta-feira (4) do Diário Oficial da União.

As únicas exceções são as categorias romance, que elegeu Tércia Montenegro, por “Turismo Para Cegos” (Companhia das Letras), e literatura juvenil, cujo premiado foi Mario Teixeira, por “A Linha Negra” (Editora Scipione).

Os demais vencedores são todos publicados por editoras menores. A categoria conto, por exemplo, foi vencida pelo livro “Sem Vista Para o Mar” (Editora Edith), de Carol Rodrigues, que também concorre na final do Jabuti. Já o vencedor de poesia, João Filho, foi premiado por “A Dimensão Necessária”, lançado pela Mondrongo, editora de Itabuna, no interior da Bahia.

O prêmio de ensaio social ficou com Marcelo Godoy, por “A Casa da Vovó” (Alameda), no qual o jornalista conta a história do DOI-Codi e narra os crimes cometidos pelos agentes da ditadura militar.

O melhor ensaio literário foi “A Ficção de Deus” (Editora Annablume), de Gustavo Bernardo. Guilherme Gontijo Flores, por sua vez, foi eleito o melhor tradutor, por seu trabalho com “Elegias de Sexto Propércio” (Autêntica).

“Hortência das Tranças” (Abacate), de Marcelo Lelis, foi o escolhido na categoria de literatura infantil. Já o melhor projeto gráfico foi de Frederico Tizzot, pelo livro “A Mão na Pena” (Arte & Letra).

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