Edônio lança “O Desconcerto das coisas” em Natal dia 07

No próximo dia 07 de novembro, sábado, a partir das 19h, a FLIN (Feira Literária de Natal), que ocorre na Ribeira, receberá o lançamento do novo livro do poeta, jornalista e professor da UFPB, Edônio Alves Nascimento, “O Desconcerto das Coisas mais Poemas Minimais”, reunindo amigos e autores em torno de sua poesia.

Este é o terceiro livro de poemas de Edônio, dando continuidade a uma carreira poética que já havia registrado duas publicações anteriores: “Essa doce alquimia” (1992) e “Os amantes de Orfeu & Poemas de rima interior” (1999). Em “O Desconcerto das coisas mais poemas minimais”, Edônio expõe uma poesia de ideias acima de tudo, uma discussão sobre os principais temas da existência.

O também poeta, professor e crítico literário Hidelberto Barbosa Filho declarou sobre seus livros: “Em seus poemas, Edônio Alves está atento, sobretudo, às instâncias do lirismo amoroso, uma das vigas centrais da sua poesia ao lado do discurso metalinguístico, das solicitações do cotidiano e das angústias existenciais e metafísicas. E é esta a vertente que predomina no “Desconcerto das coisas”.” A publicação traz ainda os dois livros anteriores do autor, reunindo assim sua obra completa, que ele mesmo denominou de “Poesia até aqui”. Dessa maneira, aqueles que adquirirem o livro, poderão ter uma visão geral de sua trajetória poética. Aliás, o próprio Edônio nos diz que “a vida não está aí para ser poetizada. A poesia sim, é que está aí para ser vivida”.

EDÔNIO ALVES NASCIMENTO, natural de Solânea (PB), vive em João Pessoa desde 1980. É Jornalista formado pela UFPB, ficcionista e pesquisador com Doutorado pela UFRN. É também professor do curso de Comunicação Social da UFPB. Além dos livros de poesia “Essa doce alquimia” (1992) e “Os amantes de Orfeu & Poemas de rima interior” (1999), publicou “A ferrugem e o mármore: 5 contos quase-reais” (contos), “As ligações perigosas: relações entre literatura e jornalismo na década de 70 no Brasil” (ensaio crítico) e “A esfera como metáfora: representações do futebol no campo da literatura” (2015).

Serviço:
Lançamento de “O Desconcerto das coisas mais poemas minimais” (Selo editorial Bons Costumes | Editora Jovens Escribas) de Edônio Alves Nascimento
Local: Feira Literária de Natal – FLIN – Ribeira
Data: 07 de novembro de 2015 (Terça-feira) | Hora: A partir das 18h

O POETA E SUA OBRA POR ELE MESMO:

Depois de duas obras anteriores em que trato poeticamente dos mesmos temas, a saber: as grandes questões da vida, do amor, da morte; da dialética que enforma os seres e as coisas; as vicissitudes e incoerências que comandam as relações entre os homens e entre estes e o mundo que os cerca, enfim, o grande temário da poesia universal, me doei num projeto de tentar aprofundar tudo isso numa forma poética nova dentro do entendimento particular que tenho da arte da poesia.
O resultado disso tudo – para o bem ou para o mal de uma expressão poética que já dura pelo menos 23 anos -, é esse O Desconcerto das Coisas mais Poemas Minimais, em que tento apresentar os mesmos temas a partir de uma linguagem fronteiriça entre a Filosofia e a Literatura, num registro menos rebuscado (característica retórica das obras anteriores) e tendendo ao enfoque linguístico típico da poesia popular, através de versos que se afirmam, se complementam, se dizem e se contradizem, a figurar o movimento dialético de todas as coisas que compõem a nossa existência sensível.
Essa ideia geral, digamos, mais conceitual, é a que engloba a primeira parte do livro, ficando a leveza, o chiste, a tradução bem humorada dos fatos existenciais e solicitações do cotidiano para a segunda parte da obra, que intitulo de Poemas Minimais, por causa da contenção minimalista e economia textual com que gloso os temas mais comezinhos e diários da nossa vivência no mundo contemporâneo.
Enfim, essa minha terceira obra poética é uma tentativa de renovar a dicção retórica com que venho tratando os mesmos temas que me são caros e que sempre ocuparam – e ainda ocupam – as minhas inquietações de artista da palavra.
Não sei se consegui o intento que busquei nesse novo projeto de livro, cujo labor me consumiu 16 anos de intensas dúvidas, inseguranças, idas e vindas, fases e contra-fases, rascunhos e texto final.
Espero que ele sirva ao menos para dar um parâmetro mais acurado ao julgamento estético do leitor que porventura se debruçar na leitura integral do livro, cuja ideia foi reunir justamente um trabalho de poesia que iniciou-se em 1992, com a publicação do meu primeiro livro, Essa Doce Alquimia; continuou com os Amantes de Orfeu & Poemas de Rima Interior, e culmina um pouco, agora, com esta reunião de minha poesia que denominei apropriadamente de Poesia Até Aqui.
Agora, por certo, a BOLA está com o leitor.

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