ELA

levei um golpe
uma navalhada
caí no batente
na hora marcada

no meio da noite
plena madrugada
sinto o açoite
subindo a escada

apenas um poste
com luz apagada
não mostra o chicote
na mão da malvada

usando uma veste
de seda importada
um lindo decote
distrai a caçada

sei que ela mente
está disfarçada
como é ardente
a dita danada

o tempo teme
essa desgraçada
que ninguém resiste
é o fim da jornada

não existe sorte
nem vida azarada
que ela respeite
a sentença tá dada

siga em frente
sua desalmada
não tenho parente
nenhum nessa estrada

só mais um gole
de água encantada
brindando o repente
da vida acabada.

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

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