Elas por eles

Assisti à peça Elas, da Lohss Cia de Teatro. Ainda está em cartaz na Casa da Ribeira, de sexta à domingo, às 20h. Recomendo. Embora pareça uma mera encenação humorística, o roteiro pode ser visto sob uma ótica mais aprofundada.

Quatro personagens, uma sala de espera, neuras e esperanças. Um resumo da peça. Mas apesar do título, Elas poderia ser Eles. A peça fala de frustrações do ser humano. Quatro mulheres estão ali por acaso. E são espelhos de muitas inquietudes de cada um dos expectadores.

Embora distintas entre si, cada uma trazia esse pedaço de frustração incomum. As personagens eram uma gorda, compulsiva por comida e que perdeu marido, emprego e filha por causa da gordura.

Berenice é uma sonhadora. Queria viver a vida de uma princesa. Sumiu por mais de um ano de casa e foi encontrada em uma favela vestida de noiva. Lá, ela era uma princesa.

Dolores casou-se com o homem mais feio da cidade só para afrontar a família, porém nunca perdeu a virgindade. Mesmo assim se considera uma legítima puta. Já Isabel, é uma mulher sofisticada, mas encontra dificuldade em obter prazer no sexo.

O que essas quatro mulheres têm em comum? A frustração da falta ou perda de um amor verdadeiro. Não vou desvendar mais do roteiro da peça. É melhor o amigo leitor assistir. O preço está convidativo: R$ 5 (meia) e R$ 10 (inteira). É bom ligar pra reservar. Domingo passado lotou e a fila de espera ficou na espera.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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