Eleições em Natal – Segundo turno é segunda batalha

A princípio, nada me surpreendeu muito nas eleições natalenses. Não compreendo os “aaaah!” e “ooooh!” que ando a ouvir por aí. Talvez uma única coisa me pegou de surpresa (relativamente) nesse pleito: o grande crescimento de Fernando Mineiro. Mas, isso foi se estampando ao longo da bela campanha que o candidato da estrela vermelha levou adiante junto com uma militância claramente apaixonada. Dava pra perceber que viriam novos dados após as eleições e apurações. Bastava acessar as redes sociais para constatar isso. (Por sinal, um ótimo termômetro eleitoral, melhor que muitas pesquisas por aí. Atentem!).

Até então, acreditava francamente na vitória de Carlos Eduardo já no primeiro turno e torcia por ela em face das condições objetivas e subjetivas de sua candidatura (conheço bem o seu trabalho, principalmente na área cultural) e das possíveis e arriscadas costuras que um segundo turno certamente lhe impõe – ainda mais quando está se tratando de uma Câmara hipertrofiada, que passou ao número colossal de 29 vereadores (imaginem o trabalho que alguns darão ao prefeito eleito e à cidade). Além disso, fatores nacionais podem vir a contaminar o nosso pleito. Alguém duvida?

Vibrei com a eleição do meu candidato a vereador (George Câmara – 65123) e com mais alguns (principalmente os de esquerda e centro-esquerda) que lá chegaram. E me decepcionei com a eleição ou reeleição de um bocado de figurinhas carimbadas/tarimbadas. Melhor nem falar… Só sei que é um grave equívoco e uma demonstração de ignorância e/ou cinismo político tratar palhaçadas e farsas e jogadas cafajestes como algo que engrandeça a nossa democracia quase incipiente e quase insipiente.

Nesse segundo turno as coisas aparentam certa complexidade, frente às dúvidas quanto ao apoio de Mineiro e do PT (principalmente). Quase nunca sou a favor da neutralidade (que lembra lavar as mãos com sabão neutro). Acredito que todos os natalenses querem uma coisa somente: uma administração que seja absolutamente o oposto dessa catástrofe que a prefeitinha Micarla realiza/realizou(?). E alguém aqui ainda não sabe quem simboliza esse anti-micarlismo? E alguém tem dúvida sobre o candidato que não simboliza isso claramente?

Pois bem. Não tenho dúvidas. Quando é pra decidir, quando é pra escolher, prefiro fazer escolhas e não escolhos.

Advogado público e escritor/poeta. Membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Lívio Oliveira 11 de outubro de 2012 7:32

    Uma observação sobre a Câmara que eu preciso fazer é que faltou a eleição de mais uma professora: JUSTINA IVA!

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