Em busca da delicadeza perdida

Por Jomard Muniz de Britto

Não do tempo consumido. Muito menos
prometido e ainda reinventado.
Entre o nada e a totalidade dos afetos,
funções e conceitos, continuamos presença
ou nos dissipamos transistóricos?
Exaustos de experimentar o experimental?
No mundo da brutalidade sem jardins, mas
de furibundos preconceitos, vislumbramos
um toque delicado que não se confunde
com a hipocondria mais soberba.
Leitores não carecem de hipocrisia, desde
que nada têm a perder ou alcançar.
Dizem o que pensam e até mentem.
Calam o que o inconsciente clama.
Porisso o tempo nunca foi perdido com
as ficções tardias do pós-modernismo.
A LINHA DE RAIZ  transfigurada por
Aristides Guimarães nos reconstruiu
em labirinto de labirintos. Cantantes.
Procuremos onde HABITAR TEU NOME
em versos de Marize Castro, delicadezas
por nossa veracidade sem temores:
-…” levo comigo
uma solidão nova e antiga
que me aproxima
de mim”
enquanto para nós, amantes da poeticidade,
-” permanece forte tempestade no horizonte
mas não desisto:
no meu jardim, Rosa e Pessoa
reinam”…
Mesmo que nos estremeçam outras torres
trigêmeas: mobilidade, sustentabilidade,
neon-globalizações.
Haja retórica de faxinas!
Tudo muito além e aquém da fé imperante
e dos fervorosos militantes.
Quando Deus quer NÃO é assim.
A cruel banalidade das mortes.
A perene velocidade NA TAL FUTURISTA
de J. Medeiros entre a Livraria Poty e o
Sebo Vermelho. Ninguém exausto de/para
experienciar o poema processo.
Porém, ai porém… cadê Paulinho da Viola
para nos reconduzir à corajosa delicadeza
de Clarissa Diniz na revista TATUÍ 12,
alertando para benesses bancáriOficiosas?
Para os REleitores do nada à totalidade,
ANTES ARTE DO QUE TARDE por
Bené Fontelles. Antes que o mundo acabe
gozando de nós, além de bi, multipolares

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Recife, março de 2012
atentadospoeticos@yahoo.com.br

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