EM CONTRA

o espírito de corpo

sente o outro sentindo

gozam

 

macho em fêmea em macho

falo fenda fala

pele exala halo

principalmente tudo

enquanto sem tempo

compasso

 

canção do absoluto

recomeço infinito

jorra

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 5 comments for this article
  1. Oreny Júnior 21 de Outubro de 2013 8:44

    .eita, um monstro de poema,
    abração, Marcos

  2. Anchieta Rolim 21 de Outubro de 2013 9:24

    Marcos, só me resta dizer: POEMASSA!

  3. Jarbas Martins 21 de Outubro de 2013 10:43

    Por que nunca pensei num título, breve e jocoso, como EM CONTRA, deste poema de Marcos Silva? E todo o poema segue ágil e “fácil”, antes já prenunciado.Acredito que isto seja segredo de letrista e poeta.Coisas surpreendentes do nosso Marcos.

  4. Marcos Silva
    Marcos Silva 21 de Outubro de 2013 16:10

    Oreny, Anchieta e Jarbs, muito obrigado pelas palavras de incentivo. Jarbas, uma vez Henfil combateu exigência de diploma em Jornalismo pra exercício de profissão, dizendo que aprendeu a fazer humor visual desde o tempo em que ficava de castigo por ter se masturbado. Vá ver que aprendi a fazer títulos por umas vias paralelas. Embora não possa negligenciar minhas experiências de cineclubista em Natal (ouvir Gilberto Stábile e Moacy Cirne era uma universidade) e foca na Tribuna do Norte.

  5. Jarbas Martins 21 de Outubro de 2013 19:25

    Tenho o mau costume de julgar livros de poesia, ou poemas, pelos títulos. Descobri, depois, que isso era uma coisa muito perigosa Mas não me curei dessa doença. Chamou-me a atenção do seu poema o título. Quantos livros e poemas deixei de ler por causa do título.E já que você falou em masturbações, lembro-me que comecei a gostar de Afonso Ávila, esse grande poeta e ensaísta mineiro, já esquecido, por conta de um simples título (que não me lembro, agora, se era de um poema ou seção de livro de poemas).Título:MÁS TURBAÇÕES.

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