ENQUANTO

bem capaz que inda ame
enquanto
trilha sonora ruídos anti-amor

sarjeta predominante
entre poder e invenção

vomitar covardia dia a dia a dia a dia
a ampulheta sem nada
nem vestígio de beleza
que a palavra eterniza contra
medo
esquecimento
morte

nada se eterniza
parco tempo vivido
garrafa de naufrágio que não se lê cheira ou fuma
oceano sem superfície
abismo

lamber o impossível
fome que resta
enquanto

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 5 comentários para esta postagem
  1. Jarbas Martins 8 de julho de 2011 13:12

    fiquei no título, ainda não li o resto, amigo Marcos

    enquanto é a palavra mais linda da língua portuguesa

    cheira a eternidade, não é socorro?

  2. Marcos Silva 8 de julho de 2011 8:36

    Horácio:

    Abraços, obrigado.

  3. Marcos Silva 7 de julho de 2011 20:19

    Nina:

    Beijões. Fico feliz pelas duas últimas estrofes.

  4. horácio oliveira 7 de julho de 2011 18:44

    Gostei!

  5. nina rizzi 7 de julho de 2011 18:24

    Gosto, sobretudo as duas últimas estrofes.
    Um beijo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ao topo