ENSINO À DISTÂNCIA

Caros amigos:

A coluna “Tendências/Debates”, da FSP, publicou hoje (20.6)dois textos sobre ensino universitário à distância. Apesar dos limites de espaço, os dois autores (Gil da Costa Marques e César Augusto Minto) apresentam argumentos de interesse sobre o tema.

Penso que o ensino à distância pode desempenhar papéis importantes e Minto indica algumas experiências noutros países, destinadas aos “impossibilitados de locomoção, prisioneiros, militares engajados em regiões de fronteira”. Ele realça a tendência brasileira a ampliar esse recurso em detrimento do ensino presencial – Marques sustenta que o primeiro não pretende substituir o outro.

Entendo que o assunto deve ser mais e mais discutido. Em primeiro lugar, só vejo sentido em ensino à distância se padrões qualitativos forem amplamente garantidos, o que envolve acesso dos discentes a bibliotecas, laboratórios e equipamentos similares. Em segundo lugar (mas muito associado ao tópico anterior), ensino e aprendizagem pressupõem diálogo permanente entre alunos e professores. Certamente, o ensino à distância conta com os recursos da internet mas há um ritmo de debate que sempre enriquece a aprendizagem – e o diálogo feito num grupo ampliado é sempre melhor para todos, inclusive para o professor. Sim, existem salas de debate na internet mas continuo encarando a realização de algumas atividades presenciais sempre necessária – e não só para avaliações.
Conheço gente muito séria que está participando dessas atividades, como o Professor Joel Carvalho, da Física/UFRN. Essas pessoas são uma esperança na área. Mas não podemos nos iludir: numa universidade tão esgarçada qualitativamente como a brasileira (em especial, boa parte da rede privada), o ensino à distância exige precauções e permanente zelo.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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