Então é natal!

Pedro tem 11 anos. Mora no Passo da Pátria. Quinta-feira, 21/12, ele pediu um tênis à mãe. Ela disse que não podia dar. Está desempregada. Doente. Sem avisar, ele foi pedir dinheiro no cruzamento da Prudente com a Ceará Mirim para comprar o tênis. Muitos garotos e adultos fazem ponto no local nesse período.

Sem experiência foi atropelado por um carro e quebrou o pé. A motorista, em pânico, correu para dentro do supermercado, que fica na esquina. Chegou o Samu. No Walfredo Gurgel a assistente social informa que não tem vaga para internação. Manda o menino para casa, onde deve aguardar um telefonema sobre a cirurgia. Existe uma enorme fila, que só cresce.

A mãe, que trabalhou na casa da minha anos atrás, me pede para entrar em contato com a atropeladora. Ver o que pode ser feito. Está dando mastruz com leite ao menino, que sente muita dor, mas o pessoal da rua recomendou um antibiótico, que ela comprou.

Me dá um número de celular e eu ligo. Atende o marido, que se passa por alguém que estava no local e pegou o contato da causadora do acidente. “Amanhã vou procurar a pessoa que tem o contato dela, olha, da minha parte, eu gosto muito de ajudar as pessoas e sempre que posso e tenho eu faço”, escreveu depois pelo Whats.

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