Entre Hobsbawn e Chico Buarque: notícias de Alcaçuz

Deu no blog de Josias: diretores do presídio de Alcaçuz(Nísia Floresta, RN) extorquiram presos para lhes garantir regalias, compraram equipamento para a prisão com o cartão de crédito de um preso.

Hobsbawn, no livro “Rebeldes primitivos”, falou nos bandidos sociais, aqueles que se tornaram referências coletivas como justiceiros. Posteriormente, ele até abordou Lampião como exemplo dessa categoria analítica. No caso do presídio potiguar, temos bandidos de estado que se tornarão referências coletivas para uma criminalidade chapa branca, em franca expansão no país.

Chico Buarque, na canção “Acorda, amor”, usou o refrão: “Chame o ladrão, chame o ladrão”. Em Alcaçuz, o problema é saber quem não é ladrão.

Ainda bem que nossos bandidos de estado são eruditos, inspirados em clássicos como Hobsbawn e Chico Buarque. Parabens para eles.

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 2 comments for this article
  1. Marcos Silva
    Marcos Silva 23 de Janeiro de 2014 8:12

    Mais uma vez, a FSP se curva diante do SP: esse tema foi abordado aqui no dia 22 de janeiro, a FSP chegou a ele no dia 23. Ponto para o blog do Josias.

  2. Anchieta Rolim 23 de Janeiro de 2014 8:13

    É isso aí Marcos.

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