Entrevista com Agualusa

– O romance Barroco Tropical me lembrou um verso de Caetano Veloso: “Aqui tudo parece que é ainda construção e já é ruína”. Você acha que nós que vivemos nos trópicos estamos condenados a essa desordem permanente?

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA: Talvez não nos tenhamos conseguido ainda descolonizar o suficiente para encontrar respostas nossas, adequadas às condições do meio. Vejo isso mais como um desafio para criar uma linguagem própria. Aliás na literatura isso já está a ser feito. Muitos escritores latino-americanos, e alguns africanos e asiáticos, souberam aproveitar favoravelmente esse clima de excesso e de vertigem.

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