Entrevista – Valério Andrade

Entrevista publicada no Diário de Natal de hoje com o promoter do Festival de Cinema de Natal (FestNatal), Valério Andrade. Aqui sai na íntegra e com uma pequena correção: o filme O Signo da Cidade será exibido em 25 de novembro (e não em 26, como saiu no jornal). Como o evento será promovido entre 19 e 26, e a programação colocou dois filmes no dia 25 e nenhum em 26, pensei que o release tinha errado. Também segue abaixo a lista dos artistas nacionais confirmados.

O FestNatal é promovido em um momento de crescimento da produção cinematográfica da cidade?
Coincidentemente tivemos o primeiro longa metragem – Sangue de Barro – agraciado com o prêmio Vidas na Tela pelo júri oficial formado por sete jurados. Até então só havíamos produzido curtas. Isso mostra que temos criatividade, vitalidade e boas perspectivas para o cinema potiguar. O fundamental nisso tudo é patrocínio. Sem isso é impossível fazer cinema.

Esse apoio tem sido dado pelo poder público ou parcerias com a iniciativa privada?
Ainda é incipiente. Ceará e Pernambuco dão muito mais. É um problema para ser corrigido. Talento existe, precisa de estímulo. O FestNatal, por exemplo, vai premiar o melhor curta com premiação de R$ 20 mil, tirado do orçamento do projeto.

Houve dificuldades de captar patrocínio este ano?
Ano passado começamos com a promessa de R$ 300 mil e terminamos com R$ 50 mil. Nem respondo mais quando perguntam. Minha parte é a seleção cinematográfica e presença de artistas. Pra falar a verdade, sou péssimo vendedor.

Qual o critério para a seleção dos oito filmes deste festival?
Não exibimos o que queremos. Para chegar aqui, o filme passar por quatro etapas: a concordância do diretor do filme, autor intelectual da obra; o produtor, responsável pela captação de recursos pro filme; o distribuidor; e o próprio exibidor, que muitas vezes prefere mostrar o filme só após entrar no mercado. Então, o FestNatal não reflete meu gosto pessoal. Procuro maior diversidade temática e artística, que reflitam a criatividade do cinema nacional, que no momento está ótima.

Quais os destaques desta edição?
Dias Amargos é um filme ainda inédito. Madona e Elvis também é novíssimo. Por outro lado também apresentaremos o filme Divã. Não podemos sacrificar o filme porque ele já foi exibido no mercado.

O sucesso da última edição do Goiamum Audiovisual colabora para a produção local e a promoção de eventos cinematográficos como o FestNatal já que forma público?
Quanto mais eventos relacionados ao cinema, melhor para a cidade. A proposta do Goiamum é diferente da do FestNatal. E quem ganha com a diversidade é o público. O cinema oferece um leque muito grande de discussão. E de temáticas, inclusive, como o cinema fantástico, o cinema gay, o cinema ecológico. É um segmento muito rico aberto a diferentes debates.

Artistas confirmados

Chico Anysio
Matheus Natchtergaele
Lima Duarte
Cid Moreira
Marcus Caruso
Elias Gleizer
Mauro Mendonça
Gorete Milagres
Zezé Motta
Rosa Maria Murtinho
Lea Garcia
Isabel Filardis
Irene Ravache
Patrícia Pillar
Mara Leuda Patrício

Filmes selecionados

Dias Amargos (19/11)
Inversão (20/11)
Elvis e Madona (21/11)
Tapete Vermelho (22/11)
Depois Daquele Baile (23/11)
O Grão (24/11)
Divã (25/11)
O Signo da Cidade (25/11)

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